Se você pensa como eu, não está satisfeito com o nosso país e deseja que consigamos desenvolver a integridade o mais brevemente possível e em todos os âmbitos.. Não toleramos mais a falta de segurança, o trânsito, os ônibus lotados, a ausência de equipamentos básicos nos hospitais e o massacre tributário.

Porém, da mesma forma, não concordamos como a sociedade age. Não nos reconhecemos mais, sendo restritos a apontar defeitos e diferenças, ao invés de construir pontes de convergência para unir forças.

Mais grave ainda, apesar de estarmos conectados 24 horas, os grandes problemas são decididos pelos políticos e grandes corporações, que ditam o ritmo da nossa vida. Simplesmente não temos voz!

A Palavra de 2017

Em razão de tudo isso, na pesquisa promovida pela Consultoria Cause e o Instituto Ideia Big Data, a palavra que resumiu 2017 foi “corrupção” com 37%, seguida de “vergonha” com 26%, “crise” com 18%, “tenso” com 10% e “mudança” com 9%.

Por sorte, se nos apegarmos à última palavra e refletirmos que dificilmente mudamos os outros, o caminho para resgatar o orgulho está no processo de recordação dos nossos melhores valores, no autoconhecimento.

Pilar da integridade: um contrato coletivo

Para começar, podemos fazer um contrato coletivo, com as seguintes cláusulas:

  1. sinceridade: exija a verdade em quaisquer situações, mesmo que não agrade;
  2. responsabilidade: zele sempre pelo dinheiro público e também o privado;
  3. honestidade: tenha a integridade como valor em tudo que faça; e
  4. liberdade: dê oportunidade global e irrestrita.

Isto implica ter e cobrar coerência, ser econômico, sério, transparente, manter o pé no chão para projetos viáveis, cortar os próprios privilégios, cumprir os compromissos e trabalhar. Integridade é a reunião destes atributos pessoais.

Já para as empresas e governo, integridade está ligada à eficiência, ao cumprimento da função para a qual foi criada. Com critérios semelhantes, depende da firmeza e resiliência dos profissionais que escrevem a história da instituição e a própria biografia.

A integridade é um fator essencial e deve ser aperfeiçoado continuamente. Seja em órgãos públicos ou privados, conhecer a resiliência dos colaboradores frente a dilemas éticos e a partir disso desenvolver os pontos sensíveis é um passo imprescindível para termos um país melhor. O PIR – Potencial de Integridade Resiliente – é o teste de integridade da S2 Consultoria que proporciona justamente isso. Acesse o link e conheça a ferramenta!

Apesar dos termos antigos, a mudança deve vir com o apoio dos mais jovens #youthquake, de forma a todos assumirem o papel de cidadão protagonista e passarem a decidir o próprio futuro. É o melhor lado da democracia.

O termo “youthquake”foi definido pelo Dicionário Oxford como a palavra do ano de 2017 na língua inglesa. Em tradução livre significa “terremoto jovem”, mas a definição oficial é “uma mudança cultural, política ou social significante provocada pelas ações ou influência de pessoas jovens”

Pensem nisso na hora de fazer as suas escolhas. Não precisamos do (a) mais influente, bonito, esperto, ou bem-sucedido, mas sim de pessoas íntegras para mudar o Brasil. Integridade pode ser, dessa vez, a palavra do ano.

 

Você vai gostar de ler também:

Qual o próximo passo para combater o assédio?

Os Riscos dos Presentes Corporativos

 

*Artigo produzido por Marcelo Sarkis, 39 anos, advogado e auditor fiscal de controle externo do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE/SC).

Share This