Como tornar meus colaboradores agentes de Compliance?

Estar em compliance significa estar em conformidade com normas, leis, regulamentos externos e internos, além de todas as políticas e diretrizes estabelecidas para o seu negócio. Para que a área de compliance possa assegurar que a empresa está cumprindo todas as imposições dos órgãos de regulamentação é necessário que essa mentalidade esteja alinhada com a cultura corporativa.

O ideal é que todos os colaboradores atuem como agentes de compliance, a fim de evitar e predizer casos de fraude, assédio e corrupção. Para alcançar essa totalidade, a sua empresa deve investir em treinamentos e consultores de compliance que analisem a cultura organizacional ética da sua empresa, para mapear como os seus colaboradores agem diante de dilemas vivenciados no cotidiano.

Qualquer mudança que ocorre nas organizações tende a causar um certo incômodo e resistência por parte das pessoas, pois precisam sair da sua zona de conforto e se adaptar a novas realidades. Elencamos 5 formas para ajudar você a implantar uma cultura de compliance na sua empresa.

 

5 formas para implantar uma cultura de Compliance:

 

1. Estabeleça uma comunicação clara e precisa

Deixe as regras claras por escrito. Explicar onde terminam os interesses da empresa e onde começam os interesses pessoais é fundamental e parte de uma cultura de compliance bem definida.

Se isso não ficar claro, você corre o risco de ter cada vez mais profissionais defendendo os seus próprios interesses, mesmo que isso contrarie os interesses organizacionais.

2. Observe o dia a dia da organização

Observar o dia a dia da empresa é importante para que você entenda o comportamento dos seus colaboradores, quais as mudanças necessárias e como construir o cenário ideal, de acordo com a sua realidade hoje.

Redefinir o ambiente corporativo dependerá do uso de ferramentas de diagnóstico e controles efetivos. Outro ponto importante é a prevenção de situações de privilégio de uns, em detrimento de outros, ou seja, ao estabelecer um Código de Ética/Conduta, o regimento deve ser respeitados por todos, inclusive pela alta direção.

3. Considere a Cultura Local

Antes mesmo de considerar a cultura organizacional, é preciso pensar na cultura nacional, regional e municipal em que a empresa está inserida. Considerando o contexto do nosso país é inevitável falar do “jeitinho brasileiro”, por exemplo, que se refere à tentativa de proveito em detrimento de algo/alguém.

Este comportamento pode prejudicar o desempenho da empresa, pois quando esse fator não é considerado, pode se tornar um ciclo vicioso que leva a um desequilíbrio de valores na organização.

4. Estabeleça objetivos claros e métodos de mensuração e avaliação bem definidos

Defina os objetivos e metas que devem ser alcançados e deixe claro como serão avaliados, para evitar que líderes e gestores cobrem de forma excessiva os seus subordinados, abrindo caminhos antiéticos para o cumprimento das metas ou que estimulem o assédio moral.

5. Aprenda a dominar o oportunismo

Ao analisar o oportunismo é importante compreender o comportamento e o relacionamento da sua empresa com cada um dos stakeholders e, a partir de um visão de ordem complexa e não apenas de maneira binária ou sem considerá-la inserida em um contexto, você precisa estabelecer as relações de poder e barganha. O conjunto de todas essas características é o que irá compor a sua cultura organizacional.

 

“A interpretação da cultura organizacional determina a ordem social — o que é considerado certo, errado ou aceitável naquele ambiente — por meio de uma programação coletiva. O desenvolvimento de uma cultura de conformidade, ou compliance cultural, identifica a Cultura Ideal versus a Cultura Real.”  Renato Santos, sócio da S2 consultoria, para a Endeavor. 

Compliance na prática: conheça o Case do Pobre Juan. 

Como tornar seus colaboradores agentes de compliance?

 

Ao definir que a sua empresa precisa de uma cultura de compliance é imprescindível que você envolva os colaboradores nos processos para que entendam as novas normas e práticas adotadas pela empresa. Dessa forma, a cultura não será imposta de modo imperativo e sim, construída por todos, o que tende a gerar engajamento com o que está definido no Código de Conduta, mediante casos de dilemas éticos.

Tornar seus colaboradores agentes de compliance é um processo que pode apresentar resultados à médio ou longo prazo, pois a cultura de compliance é uma tarefa contínua. A comunicação, assim como a capacitação através de treinamentos, deve ser constante e inovadora. Escolhemos duas formas que podem ajudar você a iniciar esse processo de capacitação:

  • Testes de Integridade: Para você identificar se seus atuais ou futuros colaboradores estão propensos a cometer fraudes é possível aplicar o teste que avalia o Potencial de Integridade Resiliente (PIR). Os resultados indicam o quanto cada pessoa tem propensão a resistir a situações de dilemas éticos no trabalho.
  • Treinamentos: Agora que você já sabe como criar uma cultura ética e quais são os elementos que levam um profissional a cometer uma fraude, conheça nossos treinamentos. Existem técnicas de entrevistas para admissões até demissões, bem como identificar mentiras e obter informações.

Caso você tenha se interessado pelo PIR, acesse a página de boas vindas e indique a sua necessidade corporativa, clicando aqui. Você também pode baixar gratuitamente o eBook sobre Como evitar a Fraude em tempos de Lava-Jato.

S2 Consultoria

A S2 desenvolve a Integridade Resiliente dos profissionais e organizações por meio de métodos empáticos e pragmáticos.

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