Testes de Integridade e Governança Corporativa

Nelson Ricardo é executivo do Instituto ARC e especialista com vasta experiência na área de gestão de riscos e governança, em um bate-papo com a S2 ele compartilhou a sua experiência com Testes de Integridade e Governança Corporativa.

Governança corporativa é o sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle e demais partes interessadas (IBGC).

Os Pilares da Governança Corporativa

Existem quatro pilares que sustentam a governança corporativa e é praticamente impossível separar esses pilares da figura do ser humano, são eles:

  • Equidade;
  • Transparência;
  • Prestação de contas;
  • Responsabilidade corporativa.

Um bom gestor, desde os níveis mais elementares na cadeia corporativa até os níveis mais altos, precisa basicamente de cinco alavancas para conseguir fazer a gestão do negócio:

  1. Recursos materiais: decisão de onde colocar os recursos, investimentos, tecnologia, infraestrutura ou layout;
  2. Capital intelectual: contratação do recurso humano aliado às competências essenciais para a função;
  3. Normas e procedimentos: ligação entre os dois primeiros, importante para modelar o comportamento da organização;
  4. Capacidade de Gestão: KPIs, Indicadores e ferramentas de governança.
  5. Cultura Organizacional: conjunto de hábitos e crenças estabelecidos através de normas, valores e atitudes.

Nenhum dos pilares e ferramentas são efetivas sem o elemento humano, porém a dificuldade que as organizações enfrentam no dia-a-dia é que na hora da contratação se escolhe as qualidades técnicas do colaborador, contrata-se pelo currículo, mas existem poucos departamentos de Recursos Humanos que conseguem avaliar o caráter ético do candidato.

As empresas focam na criação de normas e procedimentos bem documentados e se esquecem do fator humano. Um exemplo são as empresas da Operação Lava Jato, eram empresas de grande porte, com ferramentas de governança bastante relevantes, que tinham normas e procedimentos bem feitos e que se esqueceram do elemento humano da equação.

Mas como é possível identificar essas questões de caráter dentro das empresas?

Para resolver essa questão existem algumas práticas que as organizações podem adotar, como por exemplo:

  • Ter ferramentas que medem a aderência ética dos colaboradores;
  • O RH ter uma visão mais clínica e mais crítica das funções que geram mais riscos para a organização;
  • Decisões mais críticas devem ser atreladas a um colegiado ou a decisões de dupla alçada, ou seja, não deixar tanto poder de decisão nas mãos de um única pessoa;
  • Ter uma área de compliance bem estruturada;
  • Ter normas e procedimentos que traduzam a realidade da empresa. Ter um código de conduta que seja aderente à organização e às pessoas que nela trabalham.

Testes de Integridade como Mitigadores do Risco

Os testes de integridade preenchem uma lacuna que é muito difícil de preencher, partir dos testes é possível tangibilizar de forma bastante técnica uma percepção que é muito difícil de ter, pois não raro o fraudador é gente boa, bom comunicador, carismático.

Para serem precisos os testes devem ter uma metodologia bastante robusta, objetiva e serem aplicados por profissionais competentes, preferencialmente que não tenham ligação com a empresa para manter a imparcialidade.

Grau de Maturidade de Compliance nas Organizações

Através de uma ferramenta desenvolvida por Nelson Ricardo é possível analisar o grau de maturidade de compliance das organizações, identificando os riscos aos quais a empresa está exposta e quais são sistemas de proteção adequados.

Chamada de Análise de Risco Parametrizada essa é uma metodologia qualitativa que possibilita a identificação, mensuração, a mitigação e o tratamento dos riscos. Ela tem por principal característica permitir ao gestor de riscos identificar não somente os riscos, mas também as vulnerabilidades nos seus sistemas de proteção, medi-los e equilibrá-los de forma adequada com o nível de riscos, ou seja, permite que haja uma calibração entre o nível de risco de sua operação e o grau de adequabilidade dos seus sistemas de proteção, evitando que se empreguem recursos demais ou de menos para a mitigação de riscos.

Você pode testar essa ferramenta gratuitamente através do site da S2, basta entrar em contato conosco!

 

S2 Consultoria

A S2 desenvolve a Integridade Resiliente dos profissionais e organizações por meio de métodos empáticos e pragmáticos.

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