A importância de políticas efetivas nas organizações

Diante de um cenário político-econômico que evidencia fortemente a corrupção, fraude e até mesmo o assédio nas corporações, a preocupação dos empresários tende a aumentar cada vez mais. Muitos estabelecem políticas, regras ou procedimentos de forma equivocada, por não assegurar rigorosamente o cumprimento das normas legais e regulamentares, as políticas e diretrizes estabelecidas para o negócio e as atividades da empresa.

Tenho vivenciado diversos casos que acontecem nos bastidores das empresas e que de uma forma ou de outra acabam impactando no desenvolvimento do negócio. As principais falas dos empresários são:

“Índole e caráter não se medem”;

“Como contratar uma pessoa e assegurar que esta se enquadra nas políticas de nossa empresa?”;

“Eu já não sei mais o que fazer, coloquei até câmera de monitoramento na empresa e até agora não consegui resolver o problema”;

“Meu chefe não ouve, ele manda”, “meu funcionário é pago para fazer e não pensar”.

Algumas dessas falas lhe parecem conhecidas? Em algum momento você se deparou com situações constrangedoras, falta de transparência e ética? Você acredita que seu maior patrimônio pode estar correndo risco?

De fato, se em algum momento você se recordou de algo e isto o fez pensar a respeito, é exatamente sobre isso que venho abordar neste artigo.

Muitas vezes temos que lidar com situações rotineiras e que de forma intuitiva ou diante do fato, tomamos decisões de forma equivocada. A maioria das empresas acaba demitindo tal funcionário pela conduta, mas quando nos deparamos com o processo atual na empresa, tem diversos aspectos que permitem ocorrer esse tipo de não-conformidade ou até mesmo um desvio, seja ele de conduta ou de recursos.

Agora você deve estar se perguntando: “mas como isso acontece?”. Sendo assim, vou relatar algumas situações desconfortáveis, que podem acontecer com facilidade na sua empresa:

  • Reembolso de despesa – infelizmente há lugares que perguntam “a nota ou cupom é no valor?”;
  • Presentes sofisticados – um fornecedor acaba de presentear alguém ou até mesmo você e o valor aproximado  desse “mimo” é de R$ 500,00;
  • Nota fiscal – um cliente o pergunta “é mais barato sem nota fiscal?”;
  • Sonegação de impostos – “para que pagar impostos se não temos benefício algum em nosso país?”;
  • Roupas e acessórios – seus funcionários vem trabalhar com roupas inapropriadas?;
  • Comissão – um grande amigo lhe procura e lhe faz a oferta de pagar comissão para venda efetuada do seu produto ou serviço, porém esse acordo ficará entre vocês e não haverá nenhum trâmite fiscal, ou melhor, a declaração deste faturamento;
  • Informações confidenciais – um funcionário compartilha um fato ou dado restrito a outro colega para beneficiá-lo na empresa, afinal eles são amigos e o que prevalece é a amizade entre eles.

Há algo nesses relatos que lhe incomodou? Se sim, o que você tem feito para minimizar este impacto na sua empresa?

Fique tranquilo, você não é o único e nem o último, pois na maioria das vezes priorizamos os ganhos e esquecemos de olhar com criticidade para o negócio, bem como não criamos mecanismos para evitar tal ato. Saiba que há solução para cada situação, porém a parte mais importante para a implementação de um programa de compliance são:

  1. Envolvimento da alta direção;
  2. Elaboração dos códigos de ética e conduta, procedimentos internos;
  3. Treinamento e comunicação;
  4. Auditorias, controles internos, medidas disciplinares e melhoria contínua.

A sua empresa precisa de evitar essas ocorrências inoportunas, pois acabam impactando diretamente na integridade das pessoas, na imagem da marca e no risco da sua empresa. Talvez, agora você esteja se perguntando: “mas isso acontece apenas em grandes corporações? Certo?”. Não, essa realidade é para todos e tem sido difundido em pequenos negócios para eliminar os riscos e aumentar a resiliência das pessoas perante dilemas éticos.

Você já conhece o PIR (Potencial de Integridade Resiliente)? É o Teste de Intregidade da S2 que visa mapear o quanto um funcionário pode resistir a dilemas éticos. Clique aqui para maiores informações!

Portanto, esteja atento aos fatos e procure especialistas nesta área para auxiliá-lo na implementação de cultura baseada em valores de justiça, honestidade, transparência, ética e acima de tudo, em respeito às pessoas. A Triconecte é parceira da S2 Consultoria e estamos construindo juntas um novo rumo para nossos negócios.

Joseane-triconecteJoseane Ramos é Sócia-Fundadora da Triconecte Centro de Negócios e atua como Consultora Empresarial & Coach. Pós-graduada em MBA Gestão Estratégica de Empresas e Gestão Estratégica de Pessoas pela UNICEP, bacharel em Administração de Empresas e Licenciatura Plena em Pedagogia. Experiência por mais de 14 anos em administração de empresas com ênfase em gestão por resultados. Atuou nas áreas de Pós-venda, RH, Qualidade, Financeiro e Administrativo. Participou ativamente na implementação de compliance em empresas de médio e grande porte, bem como fez parte do Comitê de Ética de uma concessionária de caminhões e ônibus no estado de São Paulo.

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