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A cada ano em meados do dia 1º de abril se evidencia assuntos sobre mentiras na sociedade, mas nas organizações as mentiras corporativas devem ser trabalhadas, identificadas e tratadas incessantemente, 365 dias por ano.

Por mais que no tradicional Dia da Mentira o tom seja de descontração e brincadeiras já características à data, esse tema merece atenção especial no ambiente corporativo.

Afinal quem nunca ouviu ou cometeu alguma mentira no trabalho que atire a primeira pedra!

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As mentiras corporativas mais contadas

No processo seletivo ou demissional, em uma entrevista investigativa ou mesmo no cotidiano, muitas mentiras são frequentemente proferidas. Algumas delas, relembramos aqui:

  1. “Não recebi seu e-mail, pode reenviar?” – Essa aqui é comum em quase todas empresas e níveis organizacionais. Quando falta tempo ou se esquece desenvolver a tarefa solicitada ou responder alguma demanda, uma das saídas mais comuns é dizer que não viu o e-mail para ganhar um prazo a mais.
  2. “Estou quase chegando” – É bem verdade que essa mentira extrapola o ambiente corporativo mas também está presente nele. Basta não conseguir cumprir um horário combinado de encontro que a frase aparece, porém quase nunca se está mesmo chegando.
  3. “Tenho pleno domínio do inglês” – Segundo pesquisa, 42% das pessoas mentem em seus currículos, essa é somente uma das mais habituais das mentiras. Na hora de colocar no papel ou até responder na entrevista, o inglês é fluente, mas na hora de testar a história é bem diferente.
  4. “O fulano está em uma reunião agora” – Leia Fulano como algum gestor que pede a um subordinado que minta sobre sua ocupação de momento para não atender determinadas pessoas. Nesses casos, a cultura ética organizacional fica mais comprometida.
  5. “Falta só eu conferir e já te encaminho a planilha” – Quando um chefe cobra uma demanda ainda não feita e, com receio de uma repreensão, a saída encontrada é dizer que está tudo quase pronto e correr contra o tempo para de fato concluir o trabalho.

Poderíamos apresentar diversas outras frases e situações, no entanto nem 20 ou 30 exemplos esgotariam casos frequentes no ambiente de trabalho.

Se você trabalha com RH, Compliance, Auditoria, Jurídico, Entrevistas Forenses ou simplesmente tem um olhar atento e crítico ao que acontece no dia a dia, sabe com propriedade disso.

O perigo vai além da intenção

Parte significativa das mentiras corporativas não têm um impacto danoso direto e imediato. Muitos dos autores dessas mentiras nem as percebem como uma atitude incorreta.

É evidente que pode haver práticas intencionais, tentativas de burlar regras, cometer fraudes, assediar. Nesses casos as organizações necessitam ter processos bem estabelecidos para investigar e solucionar os casos.

Contudo até mesmo as mentiras mais banais e não intencionais – no sentido de causar um prejuízo – trazem consequências que podem ser sérias, ainda mais quando cumulativas.

O principal perigo está em comprometer e minar o pilar de integridade mais importante de uma organização: a cultura ética. A mentira não pode de forma alguma ser um hábito organizacional.

Por que a mentira acontece?

Antes de entender como identificar e tratar mentiras corporativas é importante que percebemos alguns pontos que corroboram para que um profissional – seja qual for seu nível hierárquico – opte por mentir em vez de assumir o fato e prezar pela transparência e sinceridade.

  • Um código de conduta não estabelecido ou comunicado: As regras precisam ser claras, amplamente difundidas e expressadas nas atitudes dos gestores.
  • Cobrança excessiva: Não quer dizer que não possa haver rigidez, isso varia de acordo com diversos fatores, mas quanto maior a cobrança e menor a abertura para o diálogo, maior é a probabilidade da mentira ocorrer.
  • Punição inexistente: Se por um lado a cobrança excessiva pode aumentar a incidência da mentira corporativa, também é verdade que  isso também ocorre quando mentiras cabíveis de provimentos são deixadas sem o tratamento adequado.

Como identificar e tratar mentiras corporativas?

A identificação e o tratamento de mentiras no ambiente de trabalho é uma necessidade vital das empresas.

Existem métodos e técnicas específicas para que profissionais capacitados sejam agentes que controlem e mitiguem mentiras no trabalho. Além, lógico, do estabelecimento de processos como código de ética e canais de denúncias, por exemplo.

Aqui, separamos quatro dicas para ajudar você a identificar mentiras corporativas:

  1. No processo seletivo, fuja da sequência do currículo: É natural que o candidato se sinta mais confortável quando o profissional de recrutamento faça perguntas na ordem que está no currículo elaborado. Tirar o candidato de sua zona de conforto fará com que possíveis mentiras fiquem mais evidenciadas.
  2. Seja amigável e empático: Ninguém tende a confessar um erro através de uma abordagem policialesca. Sinta as dores do entrevistado e deixe-o confortável.
  3. Comece por perguntas que você sabe a resposta: A conversa não pode começar de forma direta pois passa uma sensação de agressividade. Tenha calma!
  4. Realize uma calibragem inicial com o entrevistado: Para que você tenha maior assertividade ao perceber alguma possível alteração na linguagem verbal e não verbal do seu entrevistado é importante que conheça seu padrão natural. A regra basicamente é: preste atenção no início da conversa como o entrevistado reage respondendo questões básicas, apenas após isso identifique suas reações em pontos críticos e duvidosos, para que assim compare essas reações de fala, expressão facial e corporal.

Identificada a mentira, é preciso que se tenha estruturado quais atitudes devem ser tomadas. O bom senso é fundamental: o tratamento pode ser desde uma conversa até uma demissão. Cada caso é um caso.

Um ponto importante é que tudo seja previsto com antecedência. Qual a política da empresa para gerir um assédio? É um atestado falso? Pensar em todas as possibilidades e antever ações aumenta a chance de acerto e coerência

A mentira é intrínseca ao ser humano e, medidas e ocasiões à parte, todas as pessoas uma hora ou outra mentem. Mitigar as mentiras corporativas é um compromisso e responsabilidade das empresas!

Conheça o PIR, o teste de integridade da S2 que identifica o quanto um profissional pode resistir a dilemas éticos no trabalho.

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