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Integridade esportiva: negócio ou esporte?

A controversa manobra de equipe da Mercedes durante o Grande Prêmio da Rússia 2018, protagonizada no último domingo [30], leva luz à discussão sobre a consistência da ética e da moral frente a oposição de interesses individual e coletivo.

Na 16ª etapa do GP da Rússia Lewis Hamilton, piloto da Mercedes, subiu constrangido ao pódio para receber o troféu da competição, após ser favorecido por Valterri Bottas, também piloto da marca, que mantinha a primeira posição. Sob a alegação de que Hamilton tinha algumas bolhas no pneu que o deixavam vulnerável para um ataque de Sebastian Vettel, da Ferrari, Toto Wolff, líder da equipe ordenou que Bottas abrisse caminho para o colega. No entanto, na volta final o piloto finlandês questionou se as posições seriam mantidas e foi orientado a manter o segundo lugar.

Não contém impeditivo nas regras aplicadas à Fórmula 1 para o uso desta tática, porém, do ponto de vista esportivo, contraria o princípio da competição, vez que houve favorecimento. Este episódio culmina em um dilema vivenciado em diversas organizações, como, por exemplo, quando um colaborador se depara com uma ordem indevida advinda de um superior. É neste momento em que a consistência da ética e da moral do colaborador se faz imprescindível, pois são os seus valores internalizados que direcionarão o seu posicionamento, impactando positiva ou negativamente a empresa.

Bottas afirmou que tinha ritmo durante a corrida e que poderia ter vencido se tivesse igualdade de condições em relação a Hamilton. No entanto, optou por ceder a vitória ao colega acatando a ordem, se apoiando no direcionamento da gestão, com vistas ao seu entendimento de interesse organizacional. “Sei que poderia ter vencido em igualdade de condições”, declarou o finlandês. Em linha, o inglês Hamilton avaliou que só o tempo vai dizer se a Mercedes acertou ao pedir que o colega entregasse a vitória no GP da Rússia.

Na contramão do episódio, a Mercedes-Benz prega em seu site institucional valores como paixão, integridade, respeito e disciplina e, frisa que valoriza os seus colaboradores e oferece igualdade de oportunidades. Do ponto de vista de compliance, a Mercedes não encontra ressonância nas ações de Wolff que se ateve ao negócio e não ao esporte, área esta que sustenta a imagem de competitividade leal da organização frente aos seus diferentes públicos, sobretudo clientes e concorrentes.

Diante de um cenário globalizado onde o valor agregado impulsiona ou afunda marcas globais, pode se dizer que: “foi uma estratégia arriscada”.

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Esse artigo foi escrito por Missieli Rostihelli, RP e Especialista PIR, convidada do Blog da S2. Se você desenvolve conteúdos relacionados à fraude e assédio, e tiver interesse em ver seu texto publicado aqui, entre em contato conosco.

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